some weird things
sábado, 10 de novembro de 2012
não sou alcoólica. sofro de falta de amor.
Tenho um jeito natural para começar textos. Nada irónica... Será que faz sentido gostar de ti? Será que vale a pena lutar por ti. Por mim. Por NÓS? Eu tento mentalizar-me da dura e amargurosa realidade, mas não consigo evitar pensar. Às vezes gostava de não ter o raio do cérebro. Porquê? Porque adorava não ter de me preocupar em pensar! Mas para isso precisava de não ter o coração. Para não sentir. É isso. Retirem-me o cérebro e o coração. Pronto, retirem-me só o coração.... Não. Merda. Preciso dele. Preciso de sentir. Preciso de não me esquecer de ti. Sim, porque tu não estás na minha mente, estás no meu coração. Daí ser tão difícil deixar-te ir. Sou tão burra. Sou burra, não por tirar sete e meio a filosofia, mas sim por te amar. Sou estupidamente burra. Nem sei se o que estou para aqui a dizer faz o mínimo sentido, mas como se diz "I don't give a fuck." Para mim tem sentido. Para o que eu sinto por ti, tem sentido. FAZ SENTIDO. Mas porque carga de água é que eu bato sempre na mesma tecla!?... Porra. É preciso paciência. Amo-te e odeio-te. Acho que o amor e o ódio se completam. Ou seja, nós completamo-nos um ao outro. I guess. Cabeça de alho chocho a minha! Preciso de vodka. E preciso de amor. Estás onde?... E de vodka. E tenho uma vontade maluca de fazer sexo... E de vodka. E de ti... Tu... Eu...Vodka... Já disse que preciso de vodka?
terça-feira, 11 de setembro de 2012
(nova)mente
Sempre pensei nos outros primeiro, sempre ajudei quem precisou e acabei por me foder. O que eu quero dizer, é que as pessoas conhecem sempre o meu melhor lado, o lado que diz piadas estúpidas e faz todos rir, o que está sempre bem disposto, o que nunca tem problemas com nada. É os "meus amigos" acham que está sempre tudo bem comigo, que eu sou de ferro. É totalmente mentira. O que eles não sabem, é que eu choro quase todas as noites, nem sei bem porquê. Adolescência... Talvez por causa das discussões em casa, talvez por ter perdido quem amo. Ou talvez pelo simples facto de ter uma vontade estupidamente absurda de chorar. Quando tudo parece perfeito, é quando as coisas estão piores. E não, não me venham com a história que o dinheiro traz felicidade, deixem-se de clichés. O dinheiro não compra um amor perdido, um casamento falhado ou alguém que perdemos. Traz, digamos... Alegria, mas temporária. Porque depois, depois tudo volta novamente e a cabeça pesa cada vez mais. Começam os pensamentos "E se eu não existisse mais?", "E se eu tentasse noutra vida, noutro lugar?". Dantes não conseguia entender o porquê de uma pessoa querer por fim à sua vida, querer desistir. Não gosto de dizer suicídio, é uma palavra demasiado acentuada. Agora percebo, entendo. Há medida que o tempo passa, que nós ganhamos idade, a vida deixa de ser bela e perfeita. Começam a vir as responsabilidades, os problemas e as confusões. Deixamos de ser tratados bem pelo mundo. Os nossos pais começam a discutir conosco por tudo e por nada, porque já não somos mais o que eles queriam que nós fossemos, os perfeitos. Passamos a ser os que têm opinião e sabem pensar por si próprios. Mas o que eu não entendo mesmo, é porque é que para eles nós continuamos a ser os "bebés", os que nunca crescem e não aprendem o que é viver. Talvez eu daqui a uns anos entenda a sensação de ter um filho, ser mãe, o que é ter um ser humano que depende de mim, o que é ter de vê-lo agir mal, ser magoado, chorar. Ou talvez não saiba o que é isso. Não costumo pensar no futuro porque tenho tendência a ficar presa no passado ou a viver o presente. Eu sei que pelo que estou a passar seja muito provavelmente mais uma má fase, mais uma lição. E sinceramente não preciso de alguém que me diga "Vai ficar tudo bem, tu vais conseguir ultrapassar isso". Estou farta dessa conversa de merda, não é nenhuma novidade, sei perfeitamente que vou ficar bem e que vou conseguir ultrapassar isto. Eu preciso de alguém que esteja comigo, que me agarre e não me deixe ir, que me abrace, mê dê beijinhos na testa. Que me diga ao ouvido "Estou contigo, aconteça o que acontecer, venha quem vier". É disso que eu preciso, mais nada. É pedir muito?
domingo, 29 de janeiro de 2012
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
a carta que ficou por enviar

Querido,
Sinto saudades tuas, sinto saudades do teu beijo, do teu toque, sinto apenas, falta de ti, entendes? Pá, juro que às vezes não te percebo. Não te percebo nem a ti nem a mim. Gostava de às vezes poder viver como uma pessoa normal. Sometimes, we have to leave, we have to wake up to the real world. Aos poucos fui aprendendo com a vida que os homens são criaturas enfadonhas, são todos iguais, só muda o físico. Por dentro são umas bestas, uns selvagens sem sentimentos, uns anormais que trocam tudo por uma boa noite de sexo com uma qualquer. O amor não se diz, o amor não aparece sozinho, o amor conquista-se e sente-se. Vou seguir em frente sabes? Não vou ficar para sempre colada a ti, às tuas coisas, às tuas fotografias. Já te disse que te amo, não disse? Já te disse que te quero, não disse? Não sei que te faça mais. Odeio tanta coisa em ti. Odeio quando desapareces e não dizes nada, odeio quando chegas ao pé de mim e te ris em ar de gozo do tipo "ando a enganar-te e nem sonhas", odeio quando pensas que com presentes, flores e desculpas esfarrapadas resolves tudo, odeio quando dizes que me amas e no minuto a seguir estás a dizer que estás confuso. Decides-te? Eu quero um homem, não quero um puto indeciso e mimado.
Decidi ir não sei onde, decidi ir embora. Queria ter-te dito isto, mas como sou um coração mole, sou estúpida, sou uma cobarde, sou tudo e mais alguma coisa, não fui capaz. Não fui capaz porque sei que iria cometer um erro ao chegar ao pé de ti, que iria ser parva mais uma vez e cair nas tuas manhas, cair no teu encanto de príncipe perfeito e intocável. Então decidi escrever isto, escrever-te uma carta. Uma carta a dizer-te que acabou, que estou livre, que não preciso mais das tuas coisas fúteis e mesquinhas. Estou livre de ti. E sabes que mais? Adoro-me.
Dezassete de Fevereiro de dois mil e onze.
Decidi ir não sei onde, decidi ir embora. Queria ter-te dito isto, mas como sou um coração mole, sou estúpida, sou uma cobarde, sou tudo e mais alguma coisa, não fui capaz. Não fui capaz porque sei que iria cometer um erro ao chegar ao pé de ti, que iria ser parva mais uma vez e cair nas tuas manhas, cair no teu encanto de príncipe perfeito e intocável. Então decidi escrever isto, escrever-te uma carta. Uma carta a dizer-te que acabou, que estou livre, que não preciso mais das tuas coisas fúteis e mesquinhas. Estou livre de ti. E sabes que mais? Adoro-me.
Dezassete de Fevereiro de dois mil e onze.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
UM ADEUS (?)

Dou por mim sentada na minha cama, por cima da colcha ás riscas cor-de-rosa, dentro das minhas quatro paredes espessas e grossas, agarrada ao passado. À coisas que ainda me atormentam, que me tiram o sono, que me fazem chorar. Relembro-me de amizades que se construíram com tempo, com telefonemas até as 3 da manhã, com mensagens, com cumplicidade e que se foram perdendo em segundos fraccionados. Não consigo tirar-te da minha mente, se bebo café lembro-me de ti, se falo ao telefone lembro-me de ti, se oiço uma certa música lembro-me de ti. Por mais que pense que não dá, e não dá mesmo, mais a minha cabeça me diz para tentar. Queria poder abraçar-te com força, e não te deixar ir, queria. Gostava tanto de nós, de olhar para o telemóvel e dizer "é ele". Tudo fica, tudo parte. Sei a história de cor do livro que outrora me imprestas-te. Achei que tínhamos química, achei que podia vir a ser algo mais, achei... eu sei lá o que achei. Que estúpida. Só digo disparates. Ainda te sinto quando não estás por perto, ainda sinto o teu perfume. Gostava só de tentar, ás vezes é esse o problema.
terça-feira, 9 de março de 2010
teoria
sou, és, tu, expoente enlouquente
que é, sou, és, tu, de ninguém de toda a gente
que não sinto, sentes, sente,
nem minto, mentes, mente
e faço, fazes, tu, bem a toda a gente
que fico, ficas, fica e parto, partes, parte
para ser alguém no dia decorrente.
que é, sou, és, tu, de ninguém de toda a gente
que não sinto, sentes, sente,
nem minto, mentes, mente
e faço, fazes, tu, bem a toda a gente
que fico, ficas, fica e parto, partes, parte
para ser alguém no dia decorrente.
domingo, 7 de março de 2010
isto é saudade
Os dias estão a ficar maiores
Sinto-te no fundo da saudade andante,
meu amor espero-te, não certa, não errante
que voltes e sejas como dantes.
A cada minuto que passa, fico e vou
Gosto e desgosto do que me calhou,
por entre salivas e desesperos
vagueio e torno
que voltes e sejas como dantes.
A cada minuto que passa, fico e vou
Gosto e desgosto do que me calhou,
por entre salivas e desesperos
vagueio e torno
a vaguear
entre cafés e nada passou, nada vai passar.
Aguardo no canto monótono a tua chegada
a
tua
partida
e
espero
calma, quieta, confiante
que o
dia
termine
tal e qual como começou,
noite e dia,
sol e mágoa,
que fica e despedaça, magoa.
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
1001 perguntas

Nem tudo é como queremos, nem como planeamos, é complicado. Gostamos de nos sentir realizados e felizes com quem amamos ou estamos. Dá para ver quando há pessoas que valem a pena, pessoas a quem nos entregamos de corpo e alma. Dá para ver quando há pessoas mesquinhas e falsas que merecem ser desprezadas. Falemos de amores impossíveis de esquecer, falemos de tudo e mais alguma coisa. Já toda a gente chorou porque apeteceu, por vontade livre de chorar. Já toda a gente se riu quando não havia motivos para rir. Sejamos felizes à nossa maneira. Quantas vezes não apanhamos uma constipação por não ouvir a mãe a dizer para levar guarda-chuva? Quantas vezes não ficamos com dor de garganta por andar descalços pela casa quando o chão está gelado? São factos reais. Já pensei nisto. É um ciclo vicioso. Todos cometemos os mesmos erros, está-nos no sangue. É no mínimo estranho, mas interessante. Porque é que quando queremos que esteja calor, está frio? Porque é que quando queremos que uma coisa não aconteça, ela acontece? Porque é que perdemos pessoas, se nunca as possuímos? São tantas perguntas sem resposta! Em 2 respostas certas, temos 1001 perguntas erradas... É preciso ter uma sorte do caraças.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
"afinal, quebramos os dois"
Andamos ambos em horizontes cúmplices,
Tentando cobrir a solidão que permanece.
Andamos ambos perdidos num tempo,
Tentado apagar a memória de gira-discos.
Andamos ambos a precisar um do outro,
Tentando resistir por uma causa óbvia.
Andamos ambos numa incerteza estranhamente louca,
Tentando mostrar que temos mais em comum.
Andamos ambos a querer trocar lábios,
Tentando encontrar respostas a perguntas sem nexo.
Andamos ambos a deixar-nos levar um pelo outro,
Tentado não ficar presos, num turbilhão.
Andamos ambos a gostar um do outro,
Tentando não sentir o que estamos a sentir!
Tentando cobrir a solidão que permanece.
Andamos ambos perdidos num tempo,
Tentado apagar a memória de gira-discos.
Andamos ambos a precisar um do outro,
Tentando resistir por uma causa óbvia.
Andamos ambos numa incerteza estranhamente louca,
Tentando mostrar que temos mais em comum.
Andamos ambos a querer trocar lábios,
Tentando encontrar respostas a perguntas sem nexo.
Andamos ambos a deixar-nos levar um pelo outro,
Tentado não ficar presos, num turbilhão.
Andamos ambos a gostar um do outro,
Tentando não sentir o que estamos a sentir!
sábado, 30 de janeiro de 2010
re:
Vem fazer de conta que és o sobrenatural dos meus dias de marés calmas. Vem fazer de conta que somos rebeldes incorrigíveis nos tempos de adolescência. Vem fazer de conta que na ausência do sarcástico espécime raro, reconstruído de amor, seremos seres felizes. No complexo das pausas conversamos honestamente sem comprometer a honestidade. Quando me refiro a "nós", falo de tudo, menos de erro.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
sem título

Levanta-se de pressa, corre devagar. Movimenta-se lentamente num passo e noutro, ficando ligeiramente quebrado. E quando diz que se vai embora, acaba sempre por regressar, seja horas ou dias depois. E eu senti a sua falta, faltou-me a leveza do decorrer do dia. Quando está por perto, tudo parece menos complicado, e sinto algo bater dentro do meu ser. Uma pulsação certa e rigorosa. Parece um relógio. Quando está por perto, acontece uma espécie de constante firme em mim.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
falando português

Errante, certamente das minhas súbitas palavras. Mendigando por entre pedaços e destroços da madrugada. E levanta-se o pranto de estilhaços de vidro pelo meu caminho. E levanta-se o tempo decorrido no defrontar do perfume de meras brisas. Está um lugar vazio à minha frente. Algo me enfrenta nesse lugar vazio. Deixo o cigarro a meio num café qualquer e fujo. Fujo do esquecimento e da saudade. Mas algo me impede. Esse vulto eras tu. Faço uma pausa de segundos. Porque me impedes? És surreal. No breve momento de incomparável solidão, não me largaste no fundo de um copo cristalino. Continuo errante até algo mudar, algo como tu.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
é algo novo
Estamos tão perto, e ao mesmo tempo tão longe. Este sentimento estranho e repentino que me invade a cada milésimo de segundo. É uma constante presente no meu coração. Sentes o calor que há entre nós? Pode ser uma fracção do tempo, e do tão famoso sentimento. Estarei a exagerar? Sinto-te a léguas. Estamos trocados. Isto estará certo? Serei eu uma coisa, um objecto entre as tuas mãos? Quero nunca poder apagar-te da minha súbita e sombria memoria. Não grites comigo nem me digas palavras que nos possam afastar. Fica comigo, ficas?
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
precisava, preciso, precisarei

Tenho as mãos cansadas. O meu tacto já não é o que era. Foi exactamente quando eu mais precisei dele, que se foi. Precisava de sentir o amor na palma da mão, e não senti. Precisava de encostar a mão no peito, e sentir o coração bater, e não senti, que triste sina. Continuo a achar que o meu grande desejo, é sentir-te calorosamente entre os braços, e tocar-te, mas de mente desinibida e de cabeça vazia. Saborear os teus lábios calmamente, e no passar de horas, sentir apenas minutos. Queria, quero e quererei sempre mais, é sempre algo que nunca precisava nem preciso e possivelmente não precisarei. O bruxedo havia de cair e bater com os cornos no chão e nem sequer se levantar. Há quem lhe chame karma, eu cá digo que é o cabrão do destino.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
chuva seca

Está imenso frio lá fora, mas tu feito parvo, decidis-te vir bater á minha porta ás 3 da manhã. És louco. Louco por mim. Claramente que eu estava a dormir que nem uma pedra e nem te disse nada. Foste embora, todo encharcado. De manhã, vejo as tuas chamadas, vim a saber que me tinhas vindo pedir desculpa, e que agora estavas cravado numa cama de hospital porque foste atropelado. Sinto-me culpada, afinal, foi por mim que isso aconteceu. Quando cheguei, escorreu-te uma lágrima pela cara abaixo. Choravas como um bebé. Mas choravas em silêncio, coisa que nunca fizes-te. Nunca te vi chorar, tu próprio me dizias que quem chora são os fracos, os inúteis e os estúpidos. Mas naquele dia, tu estavas a chorar em silêncio, no meu ombro. Eu só pensava, foda-se, o que é que eu fiz para merecer um homem como tu, diferente dos outros filhos-da-puta, que só me iludiam com flores de plástico. Devia gostar de ti, mas não gosto. Depois de tudo o que se passou entre nós, eu nem sequer te amo. Nem sequer te olhei nos olhos, coragem de merda. Tentas-te encontrar os meus lábios, mas eu recusei, e disse-te ao ouvido, descansa. Não disses-te nada. É esse o teu problema, nunca dizes nada, acumulas tudo dentro de ti, e fechas-te como uma concha. Tu bem sabes que eu não te amo, mas fazes tudo para me agradar. És um lutador, coisa que eu nunca fui, desisto facilmente dos meus objectivos. Desde aquela noite, que me choras-te no ombro, que eu não consigo dormir, a tua imagem vêm-me á cabeça vezes sem conta, e derrepente, dou por mim a chorar. Acho que estou a entrar numa fase de depressão. Desde esse dia de chuva, que a minha consciência se tornou um pesadelo. Deixei de pensar em mim, para pensar em ti. Foi desde essa noite, que eu te passei a amar, nem sei porquê. Foi desde aí que deixas-te de me ligar. Que deixas-te de vir a minha casa todos os dias, dar-me um beijinho e perguntar como eu estava. A grande verdade, é que eu estava mal habituada. Sempre me deste de tudo, e todos os dias á hora do costume, lá estavas tu em minha casa. Já nem sei porque motivo tu me vieste pedir desculpa. Liguei-te vezes sem conta, deixei mensagens, fui bater-te á porta. E nada. Absolutamente nada. Agora percebo, o que te fazia. Fazia-te mal, e tu nunca deixas-te de me falar, era preciso uma paciência de padre para aturar o que eu te fazia. Passou uma semana depois disso, e nada. Precisava de saber como estavas e fiz uma espera á tua porta. Estava gelada, a tremer. Mas esperei até que chegasses. Acolhes-te-me em tua casa. Estava tudo de pantanas. Era muito pior que a revolução do 25 de Abril. Puseste-me uma manta quente nas costas, e deste-me um grande abraço, como se não me visses á anos. Os nossos lábios finalmente encontraram-se como por magia, a tua boca sabia a whisky, tinhas estado a beber. A noite prolongou-se, uma noite de chuva seca. Acordei ao teu lado, olhei-te, já estavas acordado. Agarrei-me a ti e comecei a chorar. Apenas me disses-te: quem chora, são os fortes, os génios e os corajosos. Mas mandaste-me embora, nem explicas-te. Passei pela praça, e lembrei-me dos beijos no banco, da mão dada, dos abraços que me davas. Estarei a ficar louca? Algo me agarrou o braço, e quando me virei, lá estavas tu, especado á minha frente. Fechei os olhos lentamente, e senti os teus lábios nos meus, uma sensação única. Senti um arrepio a percorrer cada traço do meu corpo, fiquei paralisada. Mandas-me embora, segues-me, e beijas-me em público, no meio da praça; bonito serviço, sim senhora. Sabias que eu não gostava de tanto romantismo, mas mesmo assim, vies-te atrás de mim. Estás literalmente bêbedo, estou a dar um desconto. Preciso que me ames como eu te amo, preciso que digas que me amas, preciso de ti a meu lado, preciso apenas... Preciso de ti.
sábado, 18 de julho de 2009
instinto feminino.

Acabou. Acabou as noites juntos. Acabou as horas ao telefone até de madrugada. Acabou os beijos que tu me davas daquela maneira tão especial, tão única. Acabou os abraços, acabou as grandes conversas no msn, acabou os segundos de mãos dadas. Mexes-te comigo. Mas partis-te sem nenhum motivo para tal, e contigo levas-te o meu coração. Se calhar fartas-te-te de mim, se calhar cansas-te-te da maneira como eu te dizia: "amo-te". A tua voz, que saudades que eu tenho da tua voz e dos teus olhos brilhantes. Eras tão especial, queria-te só para mim, mas tu querias-me a mim e a outras. Não esqueci o teu cheiro. Não esqueci o teu toque. Não esqueci o teu último beijo. Só queria poder ter-te de novo, poder sentir-te de novo. O meu instinto diz-me que ainda não me esqueces-te, e por isso ainda me dizes qualquer coisa. Não ouve uma única noite que eu não sentisse a tua ausência, que eu não sentisse a falta do teu cheiro, do teu corpo. Mas tenho de acordar. Tu partis-te, não deixas-te pistas para onde ias. Não deixas-te nem sequer um bilhete com um "adeus". Chega. Foram noites de lágrimas, dias de tristeza que tu nunca mereces-te nem é agora que vais merecer. Instinto feminino diz para esquecer, instinto feminino é tudo o que uma mulher precisa.
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